Sunday, October 03, 2010

Nadar

Saber nadar
É mais fundo do que pensar
Como um prazer de vendaval
Que engolido divertido se vicia no sentir

Que belas bolas tu fazes de névoa!
Perdido Mar distante
São Suspensões de vazio
Sussurro adormecido de razão

Já isto só de pensar, só de falar
É querer nadar
É uma carne repelada
Que por dentro ficou acordada
Sou um mosto continuamente embriagado

Queria-te dizer
Foi assim, que me limitei
Fora das sestas de modéstias
Continuamente fui-me deitar acordado
Assim, de barriga afundada
No meu feitio casmurro
Levantar os pés,
Assim, para nadar
E ir gravitar feito sal cristal